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Palmeiras x Universitário: R$ 600 milhões investidos para um futebol patético.

Palmeiras

Investimento récorde para um time ridículo, sem alma, sem futebol. 3 zagueiros dentro de casa contra o Universitário e Felipe Anderson de ala. É de doer os olhos.

O pós-jogo entre Palmeiras e Universitário (PER) escancarou um problema que muitos torcedores parecem não querer enxergar: o enorme investimento feito no elenco e o retorno decepcionante em campo.
Foram R$ 600 milhões investidos, mas o desempenho contra um adversário tecnicamente inferior foi, no mínimo, preocupante.

Será que o torcedor palmeirense perdeu a noção da proporção desse investimento? E mais: o que esperar dos próximos anos se o clube não colher frutos agora, no chamado ano do caviar?


O paradoxo dos R$ 600 milhões

Quando a escalação foi divulgada, muitos disseram:

“O Abel Ferreira colocou um time forte em campo.”

Mas, olhando com calma, nome por nome do elenco e do banco, fica a dúvida:
👉 Esse time realmente justifica mais de meio bilhão de reais de investimento?

O torcedor parece anestesiado, sem perceber o tamanho do buraco que pode estar se abrindo. Afinal, se o elenco de hoje foi montado com tamanha fortuna e ainda assim entrega pouco, o que esperar dos próximos anos, quando a fase da fartura acabar?

Veja os piores momentos


Do “ano do caviar” à volta da coxinha

Abel Ferreira já disse no passado:

“Nem todo ano é de caviar, tem ano que é de coxinha de frango.”

Pois bem: 2025 foi o ano do caviar.
O Palmeiras gastou pesado, trouxe reforços caros e assinou contratos longos.

Mas a pergunta é: esse investimento trouxe o retorno esperado?
Se a resposta for não, os próximos anos podem ser de vacas magras, sustentados por um elenco de contratos longos, altos salários e, em alguns casos, jogadores sem perspectiva de retorno técnico ou financeiro.

Abel Ferreira foto Ettore ChiereghiniAGIF

Um Allianz sem alma

Outro ponto que ficou evidente no jogo foi a atmosfera do Allianz Parque.
O estádio, que deveria ser um caldeirão, tornou-se um palco frio, onde adversários se sentem em casa.

Contra o Universitário, o Palmeiras foi um cordeiro:

  • Dominado em vários momentos.
  • Sofreu até com gol anulado dos peruanos.
  • Teve Weverton como melhor em campo, algo que por si só já é um sinal de alerta.

O torcedor que foi pela primeira vez ao Allianz viu um time incapaz de controlar a partida e impor respeito em casa.


A teimosia de Abel Ferreira

Mesmo após investir tanto, o técnico insiste em escolhas questionáveis:

  • Escalação com três zagueiros em um jogo sem necessidade.
  • Substituições sem sentido, como a saída de Alan no intervalo (única novidade esperada pela torcida) para a entrada de Evangelista, já consolidado como titular.

Abel, que colheu frutos e títulos nos últimos anos, agora colhe críticas. O problema não é apenas o futebol ruim, mas sim o custo do futebol ruim.


O futuro: buraco à vista?

Se os R$ 600 milhões não renderam um time consistente, as consequências podem ser graves:

  • Sem margem para novos investimentos nos próximos anos.
  • Elenco engessado por contratos longos e caros.
  • Dependência quase exclusiva da base para sustentar o futuro.

A verdade é dura:
👉 O Palmeiras montou um elenco caro, mas fraco.
👉 Se não houver mudanças rápidas, o clube pode passar anos “comendo coxinha”, sustentado por más escolhas do “ano do caviar”.


Conclusão

O jogo contra o Universitário não foi apenas um tropeço irrelevante de um time já classificado. Foi um alerta.

O Palmeiras de Abel Ferreira e Leila Pereira gastou como poucos clubes no Brasil já gastaram — e colhe pouco em troca.
Se o torcedor não cobrar agora, pode acabar pagando a conta de escolhas equivocadas por muito tempo.

No futebol, títulos mascaram erros. Mas cedo ou tarde, a conta chega. E a do Palmeiras parece estar bem próxima.

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